sábado, 12 de setembro de 2015

Oscilações

Não dá para escapar de uma ligeira recaída após um único docinho consumido em situação festiva. Pelo menos para mim, o chocolate que consumi hoje prolonga sua tentação de fazer-se consumir de novo ao menos por uma semana. Se a 'dieta artificial 'logo sucumbe, volta a tentativa de re-educação alimentar. Não sei por quanto tempo quero ou consigo me abster de chocolate e aprender a dosá-lo pode ser a única alternativa.

O  único regime que se mantém é o organizado em função de necessidades nutricionais e simbólicas muito próprias. e, quando deixo um pouco de lado as dietas artificiais tento regressar àquela que me seria a própria. Mantenho, menos rígidos, esquemas que me parecem eficazes, como beber alguns copos d'água por dia; senão oito, ao menos aqueles ao acordar e antes das refeições... Associo fatores comportamentais e nutricionais (além de alguns referentes a questões íntimas mais profundas - um dia ainda falo delas), pois não posso trabalhar um aspecto relevante da questão sem levar outro - também importante -  em consideração.

Há algo de profundamente infantil e furtivo no petiscar em pé em frente à geladeira, 
que é um hábito cuja frequência  eu gostaria de diminuir, como tenho feito em relação 
aos pratos sujos, agora limpos, que mantinham resquícios da gulodice  passada presentes na pia.
Em meio a estas idas e vindas, não abandono a atenção e a intenção que guiam - às vezes mais, às vezes menos efetivamente - o esforço . E talvez, talvez, esteja perdendo algum peso muito devagar.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A disciplina da pia como indicativo

Enquanto mantenho a dieta, tentando diminuir as transgressões lácteas, vou , ao mesmo tempo, arrumando melhor a pia. Em geral, ela ficava bagunçada ao final do dia, ou quiçá de muitos dias, esperando a vinda da faxineira. Colocava na água, para evitar a sujeira braba, mas até que ponto o prato ainda com resquícios de refeições, não manteria uma correlação viciada com a ingestão desregrada?


Agora, ao menos de dois em dois dias, está tudo limpo e empilhado, esperando ser guardado.


Quem sabe chego à 'pia vazia' algum dia?


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Transgressão dominical

A minha pequena transgressão ontem foi, desesperada por doce, comer logo uns dez ou mais damascos com um potinho de creme de ricota light como sobremesa da salada do almoço.

Mas á noitinha (mais cedo do que de costume, , pois fiquei estudando à tarde em casa e fiquei com fome ) , depois do jantar usual, à base da verdurada, ainda petisquei outro potinho de um novo creme feito de queijo de minas (só para saber o sabor). Mas ainda nem doces, nem pães...

domingo, 23 de agosto de 2015

Continuando dieta de forma mais leve

Fico satisfeita  por estar continuando a dieta. 'De forma mais leve' significa ainda exagerando nos queijos e coalhadas de minha adicção pessoal noturna (depois do jantar, antes de dormir) , que preciso 'combater' em um movimento à parte. No mesmo diapasão, a salada do almoço ganhou uma leve coloração vermelha e laranja - das beterrabas e cenouras cruas em finas tirinhas - e outros itens que dela sempre fizeram parte, em sua versão caseira usual, como couve-flor, repolho cru e um legume verde (quiabo, vagem ou chuchu), além das alfaces e rúcula. Até lhes tenho acrescentado, a título de compensação em lugar de bombons em meu aniversário, um vegetal que não costumo utilizar, a 'endívia', tão comum e macia no Hemisfério norte, aqui menos tenra e tão cara! A carne tem sido o peixe.
Continuo bebendo muita água, o dia todo, às vezes limonada e diminuí o refrigerante. De jantar, galinha e ampla variedade de verduras, só a abóbora lhes dando alguma outra cor. Por enquanto, não reintroduzi ainda o feijão, estou aproveitando um pouquinho mais que não sinto vontade de sair da dieta . Ah, em um intervalo ontem entre o café (sempre com queijo branco) e o almoço comi uma castanha do pará e um  damasco.  De sobremesa, frutas inteiras (laranja ou maçã) , que dão mais trabalho para mastigar e têm menos calorias do que as compotas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Dieta rapidinha 4º e 5º dias

Anteontem, foi o 4º dia da dieta proposta: fiz algumas trocas de ingredientes e já me aproximei , no jantar, no que seria uma dieta normal, à base de verduras diversas. Mantive a quantidade de água e o ritmo mais lento de mastigação. Transgredi um pouco com o queijo , o yogurt e a gelatina (tudo light).

Na manhã do 5º dia - meu aniversário - me medi e havia perdido dois centímetros de cintura. Continuei uma dieta em ritmo mais usual, comi uma maior quantidade de frutas, mais dos meus laticínios perigosos. Não deu, pelo dia agitado na rua, para tomar tanta água. Mas deixei para comer depois bombons ganhos de niver. A ideia agora é aproveitar o embalo e embarcar numa dieta daquelas mais tradicionais, sem prazo definido, à base de proteínas magras, verduras, legumes e frutas, tentando o mais possível diminuir a ingesta de queijos e similares. Depois detalho este ponto.

Por enquanto , pois, abstinência de pão e similares, doces, amendoins, gostosurinhas múltiplas...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dieta rapidinha: 3º dia

No terceiro dia, mantive as duas primeiras refeições de acordo com o cardápio original. Comer um monte de alface temperada com limão é um senhor antídoto contra o apetite, levando a fome de roldão! Mas, de noite, não sabia ou queria fazer tomates cozidos. Coloquei, ao invés, um bando de legumes permitidos no prato. Foi uma lenha, às 8 da noite, com fome, estender a ingestão daquelas caloriazinhas minguadas por vinte minutos. A maçã que desloquei do almoço para o jantar, ajudou um pouco.

Não tive forças para ir nadar, embora ache que o meu metabolismo começa a se adaptar a um ritmo mais 'faminto'. Ao invés, fui fazer um monte de coisas práticas na rua, incluindo ida ao supermercado e (entre outras coisas)  comprar uma porção mínima de queijo branco  (para, just in case, não ter como cair na gandaia com um queijo inteiro!)

Mas, antes de dormir, ainda reincidi na gelatina, em um pouco de coalhada e na metade da já parca porção de queijo minas adquirida (afinal, vício se vence aos poucos - acho! ). Não tem importância. Embora esteja adaptando a dieta - e sem mais pretensões de um resultado tão rápido e eficaz - estou fazendo uma dieta. E, no momento isto é o mais importante para mim, estar tendo esta vontade e esta persistência.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dieta rapidinha : 2º dia

O segundo dia da dieta radical (ontem) correu bem. Trabalhei a tarde toda, o que facilitou enfrentar a fome com chá gelado. De noite, ainda transgredi com gelatina diet e um restinho de coalhada Deve alterar um pouquinho os resultados finais, mas é o que pude fazer.

Os oito copos d'água por dia ainda são um desafio! 
Mas hoje de manhã estava me sentindo fraca e como tenho uma porção de coisas a fazer na rua de manhã não fui nadar, como seria o meu hábito . Vou tentar adiantar as coisas práticas o mais possível hoje para tentar nadar amanhã.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como emagrecer depressinha: o incentivo.

Há muito tempo não escrevia neste blog. A 'reeducação alimentar" a que me propunha, pelo menos em seu sentido mais gradual e 'interiorizado',  não funcionou para mim. Andava meio resignada a viver com estes entre cinco e dez quilos a mais. Enquanto isto, me deixava ser uma queijólatra e uma yogurtólatra sem limites, embora com vergonha constante. Este vício compele a outros, inclusive à gulodice desmedida quando se trata de chocolates e guloseimas. Só não engordei vinte quilos porque pratico  razoável exercício físico e gosto muito de saladas e legumes, que são a base de minhas refeições.

Ah, quem dera os consumisse nesta saudável proporção ! 
Também passei um período tenso da vida e as coisas agora estão melhorando. Mas deixo isto para outras postagens, de fundo mais psicológico.

O fator desencadeante para 'desencalhar' do estilo "baleia esbelta complacente" foi que andei me perguntando o que desejava para meu aniversário, no próximo dia 20. A única coisa que me vinha à cabeça é que gostaria de estar em um processo sério e consistente para emagrecer.
Assim, dei uma olhada em minha estante de livros de dieta, há muito esquecida. Achei um volumezinho esguio que abaixo lhes apresento sobre uma dieta radical de quatro dias. Não creio que emagreça os cinco quilos prometidos, mas já é um início.  Espero que me dê ânimo para continuar em uma dieta  (nada de 'reeducação', por enquanto) mais efetiva a médio prazo.

O livrinho é gracinha, dá aquelas instruções de sempre, beber oito copos de água ao dia, demorar de vinte minutos a meia-hora para comer mastigando bem (o estômago só começa a dar sinais de saciedade depois de vinte minutos) e outras dicas legais como até, na hora da fissura gulosa, praticar meditação ou vestir uma roupa querida que não cabe mais.


Na quinta-feira, eu saíra com amigos e ingerira pães deliciosos, pizza e chocolate. Sexta e sábado, moderei bastante (inclusive diminuí a ingestão de queijos e yougurts, sem estancá-la ) e comecei o primeiro dia da dieta ontem. Os legumes que minha empregada deixara prontos coincidiam com os recomendados ou suas substituições permitidas, o que facilitou muito. Pode-se ingeri-los à vontade. Só para simplificar,  qualquer das carnes do menu pode ser substituída por galinha ou peixe, os legumes por outro verdes e/ou pouco calóricos (brócolis, espinafre, nabo, chuchu  etc.) e as frutas por outras também pouco calóricas (laranjas, abacaxi etc.) . Só 600 mls. de guaraná ou outro dietético por dia, limonadas fracas, chás e cafés à vontade  e  nada de gelatina , mesmo de dieta. A explicação é que se deve evitar ficar fixado/a em 'gostinhos bons' como substitutos para outros prazeres, que é , aliás, um dos objetivos desta dieta.


Eu sempre prefiro frutas em conserva (com adoçante light,  é claro), assim comprei algumas laranjas (já que não achei grapefruit por aqui) e maçãs e abasteci-me de vários tipos de chás light diet, porque ninguém aguenta tanto aguaceiro puro sem um gostinho extra. Também me dei o direito de misturar agrão e rúcula (já os havia comprado antes de meu 'click') à salada, temperados com limão (azeite e óleo estão  proibidos, as carnes são grelhadas ou cozidas sem qq. óleo)  Infelizmente, embora tenha feito tudo direitinho, à noite ainda comi um restinho de queijo minas e dois yogurts Grego (light, of course) que ainda estavam na geladeira (não adquirira meu usual estoque caseiro destes cândidos vilões em minhas compras de fim de semana). Como acabaram, vou ter de passar sem eles.  Também ingeri um potinho de gelatina diet, mas foram infrações pequenas e espero melhorar até o fim da dieta. 
Ela estimula a que a gente se pese e meça antes e depois da dieta. Não estou a fim de ficar deprê, assim não me pesei. Medi a cintura e este vai ser o meu único padrão para ter uma noção da eficácia do esforço.  

A autor avisa que os piores dias são hoje (2º dia ) e amanhã (3º dia da dieta) . Mas estou com o astral alto preparado para enfrentar a fome. Ela também recomenda que não se fale a ninguém de estar fazendo tal dieta. Dá várias explicações polidas, mas acho que receia mesmo é o 'olho grande'. Mas falar para um 'todo mundo hipotético', como na Internet , é falar para ninguém. Além disso, preciso reafirmar minha decisão . Quem sabe escrever um pouquinho aqui, como em um twitter,  quando a tentação for muito grande ?!

Bem, já caminhei de manhã (ela recomenda se manter exercícios leves, se já fazem parte de nossa rotina ; me senti  fraca  e caminhei devagar). Trabalhei - durante, tomei dois copos de água e um de chá gelado - e vou preparar o almoço. Aliás, ela recomenda tomar um copo d'água dois ou três minutos antes das refeições para o estômago ficar 'cheio'. E dois ou três golinhos - vejam a sutileza do aprendizado da moderação! - da mísera quantidade do refrigerante light permitido, entre as garfadas, para atingir a meia-hora ideal das refeições.

Desejem-se 'Boa Sorte', possíveis eventuais leitores/as  !  

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Meses depois

Meses depois, pouca coisa mudou. O peso - presumível pela roupa, que continua um pouco apertada, nos mesmos lugares - parece ter-se mantido estanque. Como não me peso, devo estar entre cinco e dez quilos acima do desejável.
Mas cada vez acho mais que uma modificação mais profunda é necessária para que o corpo a acompanhe. A comida - apenas um pouco excessiva - precisa deixar de ser compensação. Mas não é possível forçar isto de fora para dentro. O movimento precisa ser ao avesso...

Pode-se 'programar uma transformação mais profunda'? Podemos sempre esperar que algo aconteça neste sentido dada a mutabilidade essencial da vida e nossa natural resistência à mudança. Mas devemos estra atentos a 'aproveitar a oportunidade'. É o que estou tentando fazer agora, neste momento em que algumas vicissitudes pessoais transtornam meus horizontes de expectativas estáveis. Mas não são desesperadoras o bastante para a situação de  'perda total da fome' que
tantas vezes propicia rápidos e significativos emagrecimentos, mantidos ou não após a crise.



É difícil este projeto, neste momento,  porque após uma semana particularmente penosa, a tendência homeostática  leva a querer recuperar a comodidade segundo os antigos padrões, muito em torno da gratificação oral. Uma saída possível - pelo menos a que percebo agora, em mim mesma - é um cansaço, um desgosto, por este padrão regressivo, a quem responsabilizamos também pelas vicissitudes citadas...

Será possível capturar este movimento íntimo e transformá-lo em ação não- regressiva' também em termos de alimentação ?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Interrupção e continuidade

Andei 'relaxando' a reeducação alimentar. Mas não completamente. O que posso dizer é que "não caí na farra" como faria em outras ocasiões de transgressão de dietas. Interrompi um trecho do processo, mas não houve descontinuidade na intenção que o norteia.

Alguns marcos práticos e simbólicos mantiveram-se. Como manter (salvo alguns dias de maior cansaço e /ou stress) o jantar ( legumes, carne, uma concha do feijão que adoro) ao invés do lanche (pão , queijo com geleia, pequenas guloseimas como vários yougurts gregos e várias barrinhas de cereais) da noite. É curioso como deixar os pratos já prontos de manhã - quando minha energia está em alta- facilita na hora de apenas temperar a salada e aquecer o prato do jantar.

Prato pronto almoço: peixe, verduras, alguns legumes  

Prato pronto jantar: galinha, legumes com ênfase aos verdes, um pouco de baroa ou de feijão 

Alguns hábitos tendem a estabelecer-se. Mas demora.

Como decidi não entrar em nenhuma dieta por enquanto, constato como é demorado um processo verdadeiro de reeducação alimentar. Não apenas dois ou três meses, como imaginei a início. Quem sabe um ano?

Por outro lado, há menos ansiedade acerca dos resultados. Verifico as pequenas alterações no peso padrão, em semanas um pouco mais ou um pouco, em função de ter sido mais ou  menos gulosa. Mas o faço com uma certa naturalidade... E com uma estranha certeza de que, agora, estou no caminho certo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A jaca

Será 'meter o pé na jaca' render-se às delícias da mesma?

Ela nos surge de tão espontânea beleza em cada trecho de jardim ou mata a nosso redor...


Fruta tropical por excelência, egressa da Índia, sedutora irresistível para os que amam seus bagos macios e dulcíssimos.

Presente de amigos que possuem a árvore no quintal de casas nos arredores da grande cidade...



Um só pedaço rende uma quantidade grande no recipiente a ser levado à geladeira onde ela vai ficar fresquinha e ganhar certa sofisticação.


O segredo é comer só uns poucos pedacinhos por dia e repartir a dádiva por outros gulosos desta iguaria...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O saldo das Festas

As Festas acabam, oficiosamente, no Rio de Janeiro,  no dia 20 de janeiro. Os muito atrasados só então desmancham os arranjos natalinos e quase todos os gulosos terminam de consumir o que sobrara de bombons, panetones e daquelas gostosuras que ficam espreitando do freezer...

O saldo de minhas Festas - sempre no modo de RE 'Observando' - foi muito bom este ano.


Consegui escapar do impulso de comprar mil guloseimas 'só para ter em casa'. Ao invés, só mandei fazer ou comprei o que iria consumir em refeições ordinárias do período, para dar um gostinho extra de Fim do Ano, em quantidades estritas.

Na ceia de Natal, fiz meu pratinho comedido, um pouco à parte da Turma, sem esquecer a salada com tanta frequência negligenciada nestes dias.
Peito de peru, três bolinhos de bacalhau, a farofa molhada que adoro e SALADA. 


Em meu dia de Ano Novo, almoçando sozinha em casa, caprichei na apresentação do tender e da (única) rabanada de sobremesa  e até  a garrafinha de vinho veio em versão mignon...




De lá para cá, não sei bem como e porque (talvez tenha uns palpites, mas vou esperar um pouco , para conferir a constância do movimento), venho melhorando a gulodice. No que diz respeito à dieta, praticando aquelas coisinhas de sempre que os regimes da moda subestimam: duas torradas com queijo e geleia no café da manha, para diminuir a fome até o almoço, demorar vinte minutos em cada refeição para o cérebro reconhecer a fome estar sendo satisfeita, um copo d'água meia-hora antes de cada refeição. E esperar uma hora entre a refeição principal e a sobremesa (dica de uma de minhas nutricionistas do passado; esta só tenho conseguido cumprir no almoço).

Tenho tido algumas transgressões, mas em menor quantidade e menos desvairadas do que em outras ocasiões.

Houve, em paralelo, mudanças psicológicas também. Falo delas em outra postagem.