sábado, 20 de dezembro de 2014

A dor e o sopão

É bem sabido - e nisto nos deteremos em breve - que períodos de dor (física ou emocional, por si próprio, pelo outro)  podem levar ao emagrecimento. Deixa-se de comer, então, por esquecimento, porque comer enjoa ou mesmo se come pouco e mal, ante outras preocupações mais prementes,  e o corpo definha.


Exemplo disto foi a crise especialmente forte de enxaqueca que me acometeu três dias atrás e que me levou a uma emergência, em plena madrugada, de onde, após duas horas no soro, fui recambiada para casa, melhor disposta.

Aproveitei o ensejo - acrescido da circunstância simbólica que fora a primeira vez que frequentei um posto de atendimento nestas circunstâncias - e providenciei um sopão de legumes, para quem sabe, prover o organismo de uma 'desintoxicação alimentar' por alguns dias.
No primeiro dia, tudo bem: creio que a lembrança e o cansaço da dor recente realmente me amorteceram o apetite. 

No segundo, a fome apertou. Para manter o clima de desintoxicação, consumi algumas  maçãs...





No terceiro dia, veio aquela fraqueza. Além de outras frutinhas, permiti-me uma mísera torradinha.  
Que gostosa! Engrenei uma segunda, desta vez na grelha .. 
Aguentei até a noite com este combustível. Mas na minha 'hora do lobo' depois do jantar, zapeando pela TV, lá veio o vício. E aí foram muitas fatias, de cores diversas, com a manteiga generosa e acariciadora... 

 Bem , hoje é o quarto dia.... Acompanhamentos da experiência a serem registrados em breve...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Metade da fatia do bolo

E aqueles generosos 'restos' dos doces compartilhados em reuniões de amigos e guardados no eterno freezer, tentação sempre pendente sobre nossa pretendida sobriedade alimentar?

Ontem, na 'sobremesa' do jantar, ao invés da comedida fruta, que vontade de descongelar uma sobra de torta de chocolate! Em geral, eu não teria resistido a devorar a fationa toda. Afinal , para que voltar a congelar a 'metade' do que já é um resíduo ?

Não obstante, eu assim o fiz. E até que a tal 'metade' da 'fationa' não é tão pouco assim. Fica para outra sobremesa. Será este um efeito positivo da minha etapa de observação, no processo de reeducação alimentar?



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Da roça a Paris

Na tentativa de retomada de uma alimentação 'normal' , não de fazer uma dieta, vários modelos-sabores se mesclam na minha 'vontade de um bom almoço' nos ensaios da experiência que evite a gula pura e simples.

Repito no prato da cidade o menu do sítio ( ver postagem anterior) tão completo e satisfatório em si mesmo.

Na mesa de fórmica da cozinha, suas vívidas cores esmaecem


Na tentativa  de me propiciar sabores gostosos que evitem a tal 'compensação gustativa exagerada ' depois, resolvo improvisar e me permitir uma mini-degustação de queijos, após o almoço comportado.  Adorava fazer isto, quando estava na França. E todos os franceses o fazem costumeiramente sem explodir as roupas ! Por que não posso me propiciar tal satisfação?

E vamos logo para um gorgonzola cheio de calorias - e de fortes texturas de sabor - na esperança de um só pedacinho cumprir a função imaginada.


Mas um pedacinho apenas é muito pouco para mim. Acabo, no sistema, "só mais uma lasquinha", comendo um queijinho quase inteiro.  Ah, ainda me custa muito renunciar ao que seria uma  quantidade maior que a 'necessária' para satisfazer o prazer gustativo,  

E não consigo entender bem o por quê desta defasagem, do jeito que estou procurando fazer, mais 'orgânico' do que 'intelectual', confiando mais em um reequilíbrio que venha das vísceras, evitando o tal do 'controle' que desvia uma força típica da cabeça para um lugar onde , cedo ou tarde, inadequada que é a tal função, ela será vencida.... 


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Comida do sítio

Ah, o nosso sítio na serra, tão verde e pleno de cores e flores, de aromas e ervas... 

E a dieta? Há mister de fazê-la? Ali se come o que a terra dá: o peixinho do açude,  a couve, a abóbora, o chuchu,...o suco da fruta da estação...  a farofa com ovo e banana e o aipim frito, quem resistir  a eles há de ? Precisa-se-ia? Não se trata da mais equilibrada tipica refeição brasileira?



À frente da varanda, o pasto sereno, vaquinhas pastando, o céu tão azul, a brisa que refresca o calor do verão... satisfeita a alma com os estímulos sensoriais tão variados, a gula arrefece...


... diante desta calma beleza, a singela comida só alimenta, na medida certa sacia a fome e o apetite.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os almoços comemorativos de fim de ano

Difícil época esta para sequer observar a ingestão maior ou menor de calorias.

Exemplo: Almoço com amigos em um restaurante espanhol no Jardim Botânico, o Ibérico.

O formato do almoço executivo, que oferece por bom preço entrada e prato principal (R$ 42,00), permitindo a exclusão da sobremesa, seria incentivo ao comedimento da gula.




Mas  vejamos as vicissitudes da escolha:


Os ingredientes que constam da descrição da  entrada Escalivada trazem consigo o frescor da horta donde procederam...


Mas o prato vem imerso em azeite e os pãezinhos quentes que o acompanham são irresistíveis.


Os Calamares bradam sua aliança com inofensivas verdurinhas...

Mas outra vez, o azeite generoso inunda a receita de deliciosas - porém saudáveis ! - calorias.

O melhor é relaxar, ter a certeza de saber que se fez o melhor possível, em um restaurante espanhol e aproveitar a dobradinha boa comida- alegre companhia !!!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

mini-caminhadas

Com o calor inclemente, em função das obrigações a cumprir, em especial nos dias de semana ou "úteis", às vezes é mais difícil a caminhada "inteiriça" , que percorre trechos largos de natureza enquanto apenas o suor denota o esforço continuado.



Ao invés, a estratégia pode ser a de mini-caminhadas.

Ela é especialmente favorável a quem mora um pouco longe do comércio e quiçá em ladeiras e/ou prediozinhos antigos com escadas que acrescentam um fator extra de desgaste ao exercício.

Assim, de manhãzinha. se sai para a mini-caminhada e se volta antes do sol nos tostar o bestunto.

Depois, em um intervalo do trabalho, mini-caminhadas para as compras nos centros comerciais maiores: roupas, livros, material de informática.



 
Ao chegar em casa do trabalho - já é noite, o tempo está mais fresco - ou menos tórrido - um esforço extra e a passagem pelo Supermercado.

Contabilizamos, então, meia-hora + 15 minutos + 10 minutos e temos quase uma hora de caminhada !