quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Um lugar para onde regressar

Talvez um dos aspectos mais difíceis da etapa da Observação - planejada, a princípio para durar um mês - é de ser uma fase deliberadamente isenta de qualquer pretensão de dieta. Re-educação alimentar sim, de acordo com a especificidades dos gostos e necessidades orgânicas e simbólicas de cada praticante. A mera  tarefa de diferenciar uma de outra é o desafio desta fase.

Pois é imprescindível que haja um lugar para onde se regressar - um regime de alimentação ( e hábitos paralelos a ela outros como os de exercício) estável e agradável - após a inevitável dieta, que dever-se-á seguir, para a perda dos quilos em excesso. Tal excesso de peso deve ser suportado no primeiro momento desta reeducação psicológica. Não é recomendável sequer se proceder a pesagens.

Pois a prática habitual de dietas adormece a sensibilidade para com as reais necessidades do corpo. Ou se come muito pouco ou em demasia, nas ' pós-frustrações' da carência alimentícia.

Não é fácil, naturalmente, e se deve contar com muitas alternâncias de percepções e com as inevitáveis transgressões desta fase. Altos e baixos já se alternam aqui, como em todas as tentativas deliberadas de transformação. O rumo a seguir agora é de tentar manter presente a meta de se reconciliar com as reais necessidades - sempre orgânicas e simbólicas -  do corpo para se manter saudável e satisfeito. Este é o contorno central a ser mantido claro no processo de observação, como as margens nítidas de vegetação fértil que separam a estrada dos vários terrenos que a circundam.

Naturalmente, os - MUITOS - conhecimentos que o praticante tem de alimentos mais ou menos calóricos e/ou saudáveis em suas múltiplas combinações e intervalos de ingestão, segundo inumeráveis variações, serão chamados a prestar suas devidas contribuições ao longo deste processo.

Mas isto é matéria para outra postagem.

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