segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Observação: Manter presente o desconforto

Esta estratégia do nosso método me veio à inspiração semana passada.  Precisando me vestir melhor para uma palestra, coloquei um vestido chique que me ficava muito bem , "certinho no corpo" alguns (poucos) anos atrás. Estava 'grudado' ;  ou seja,  se não chegava a sublinhar agressivamente as gorduras, como na foto, deixava entrever, na região entre estômago e quadris, um volume compacto, feito das arredondadas carnes contidas pela cinta em um bloco,   negando à silhueta um mínimo de elegante esbeltez.

Por alguns dias, nas minhas horas de gulodice exagerada (em geral, à noite), a lembrança de tal  efeito estético infeliz e o desejo de recuperar aquele antigo favorável, me contiveram a ingestão compulsiva.
Foram só alguns dias, mas durante eles a observação manteve-se presente, influenciando em seu nascedouro a vontade. Quase que naturalmente, a esganação era contida ante a imagem desagradável vivamente retomada pela lembrança. 

Alguns dias depois, sentindo este movimento interno começar a se esvanecer, tentei fazer do mesmo vestido novo gatilho para a motivação desencadeada, agora em uma ocasião social. Desta vez não funcionou bem, foi como se a tática perdesse sua força quando repetida muito próxima. 

Proposta para nossa pesquisa: não gastar a força efetiva de uma observação acuradamente introjetada. Alterná-la com outras táticas de natureza psicológica. 

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