Em geral, começamos uma dieta e/ou reeducação alimentar por afinidade com as proposta do que me vai provocar 'menos fome' ou de 'maior simpatia pelos tipos de alimentos permitidos'. Mas o que tenho 'me permitido" ultimamente? São tantas dietas, há tanto tempo! Já não sei do que gosto mais ou menos, senão pelo viés do 'abuso do permitido' e da desforra no proibido'. Alterno períodos de pradarias infinitas de saladas ou quilos de cortes bovinos e galináceos sem gordura com pantagruélicas ingestões de chocolates, paçocas e sorvetes.
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| Ao lado faminto corresponde sempre aquele glutão |
Não reconheço mais o que meu organismo como um todo estaria precisando, o que me provoca sono ou mais fome ainda. Se o que sinto é sede, se é fome, se é gula, se é só o preencher um momento de tédio ou de preguiça de fazer coisa chata e útil, paralelo, em geral, a olhar (sem ver sequer) qualquer coisa na televisão.
Que tal desistir por um tempo do controle da balança e me observar e conversar com minhas modalidades e frequências de ingestão? Relacioná-lo com o que faço em seus intervalos ou mesmo durante elas ? Não vai deixar de haver - o hábito mental é forte - uma certa tensão em relação às calorias que este ou aquele alimento acumula ou poupa. Mas sua tônica em minha atitude pode ser mais frágil do que aquela que incita à sua constante transgressão.
E a observação em si mesma - o menos viciada por minhas expectativas e receios possível ! - me parece um exercício interessante.
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